5 maneiras de prevenir doenças cardíacas em pequenos animais

ECG Veterinário
15 setembro 2014

5 maneiras de prevenir doenças cardíacas em pequenos animais

 

Muita gente diz que animais não deviam ficar doentes: eles não falam ou não sabem expressar os sintomas quando adoecem, tornando o diagnóstico sempre mais complicado. O ideal, então, é apostar na prevenção, reduzindo ao máximo os riscos de que doenças apareçam e procurando diagnosticá-las sempre o mais rápido possível.

Os pequenos animais, assim como os humanos, também são suscetíveis a diversos males do coração, principalmente conforme vão avançando na idade: pelo menos um em cada dez cães tornam-se cardiopatas quando envelhecem, entre os 9 e 11 anos de idade. Então confira cinco maneiras de prevenir as doenças cardíacas nos pequenos animais.

1 – Faça exames regularmente

Ainda que o cão ou gato não apresente sintomas, o ideal é realizar o exame de ECG uma vez por ano, durante a vida adulta, e a cada seis meses a partir dos 8 anos. Essa é a melhor forma de evitar que um problema que começa pequeno se instale e só seja percebido tardiamente, complicando o tratamento ou quando já é tarde demais. Através do ECG é possível diagnosticar possíveis falhas congênitas, que podem levar mesmo filhotes a óbito, ou adquiridas em qualquer idade, identificando e iniciando o tratamento mais adequado rapidamente, garantindo a qualidade de vida do animal.

2 – Medique antes de ir para o litoral

As parasitoses cardíacas, como a dirofilariose, é muito comum em animais que vivem no litoral, mas podem ser prevenidas com fármacos específicos administrados regularmente. Para pets que não vivem próximo à costa, eles devem ser administrados antes de viajarem para a praia. Essas vacinas devem ser recomendadas pelo médico veterinário de acordo com cada caso.

Pelo menos um em cada dez cães tornam-se cardiopatas quando envelhecem, entre os 9 e 11 anos de idade.

3 – Evite cruzamentos cosanguineos

Várias cardiopatias congênitas aparecem em raças determinadas – como a persistência do ducto arterioso nos Poodles e a estenose da válvula pulmonar nos Bulldogs  – e são acentuadas por cruzamentos congênitos. Os criadores também podem fazer a prevenção procurando conhecer a linhagem de seus reprodutores, realizando exames de ECG para identificar se há existência da cardiopatia e, em caso positivo, tirá-lo da linha de reprodução, evitando a perpetuação da doença.

4 – Preste atenção no comportamento

Observar o animal na rotina diária é uma boa forma de perceber se há algo de errado com ele. Assim como nos humanos, as cardiopatias também se refletem no comportamento. Nos cães, elas provocam sintomas como cansaço ou fadiga em excesso, tosse crônica, aumento do volume abdominal, gengiva pálida ou arroxeada, dificuldade respiratória, redução do apetite e consequente emagrecimento, tonteiras e desmaios. Nos gatos, os maiores sintomas são paralisia nos membros e dificuldade respiratória. Quando os sintomas aparecerem deve-se levar o pet imediatamente para a realização de um ECG.

5 – Promova uma alimentação adequada

Uma alimentação saudável e balanceada também colabora para a prevenção de doenças cardíacas. Evite alimentos gordurosos ou com excesso de sal. Dê preferência às rações secas e evite os snacks, ricos em calorias, sódio, açúcar, conservantes, corantes e cafeína. Certifique-se de que o animal tem espaço para correr e praticar exercícios físicos.

Algumas raças de cães são mais propensas do que outras a desenvolverem doenças cardíacas. Poodle, Labrador Retriever, Bulldog Inglês, Pastor Alemão, Dog Alemão, Boxer, Pug, Cocker Spaniel, Cavalier King Charles Spaniel, Terra Nova e Doberman Pincher merecem atenção, com consultas trimestrais a um cardiologista veterinário para exames de ECG e avaliação clínica cíclica. Afinal, a prevenção é o melhor remédio.

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