As cardiopatias congênitas e o ECG

ECG Veterinário
13 agosto 2014

As cardiopatias congênitas e o ECG

Dentre as causas de problemas coronários em cães e gatos está a má formação do coração e de grandes vasos adjacentes. Embora tenham uma pequena representatividade na casuística clínica, possuem um papel significativo nos distúrbios cardiovasculares dos pequenos animais e são as principais causas de mortes cardíacas em animais jovens. Isso demonstra como é importante que exames cardíacos – como o ECG – sejam realizados mesmo quando não há suspeita ou alterações no check-up dos pacientes.

Importância das anormalidades e tipos de doenças mais comuns

Quadros mais graves de anormalidades congênitas levam o próprio feto a óbito. Já os mais leves podem nem apresentar qualquer sinal clínico durante boa parte da vida do animal ou apresentar sinais leves que podem fazer com que o proprietário leve o cão ou gato à clinica.

As anormalidades podem ser divididas em cinco categorias que são:

  •  Problemas que permitem o desvio de sangue do lado direito para o esquerdo, ou vice-versa;
  •  Os que levam à obstrução do fluxo sanguíneo;
  •  Deficiência valvular;
  •  Anormalidade nas conexões ou posicionamento arterial ou venoso
  •  Mal posicionamento do coração.

Dentre as doenças mais comuns em cães temos:

Ducto Arterioso Patente (DAP)

Estenose pulmonar (EP)

Estenose subaórtica

Um vaso existente na vida fetal responsável por unir a artéria pulmonar à artéria aorta descendente. Após o parto, o ducto deve ser naturalmente fechado, devido à ação da prostaglandina. Alguns animais não passam por esse processo, podendo levar a uma mistura do sangue arterial e venoso.

Como resultado, o sinal clínico mais frequente é a cianose das membranas e mucosas caudais. Como o ventrículo esquerdo fica com o volume aumentado devido à sobrecarga, hipertrofia, aumento da frequência cardíaca e maior contratilidade do miocárdio também podem ser desenvolvidas. Na auscultação pode-se ouvir sopro, então é indicado realizar um ECG, radiografia, ecocardiograma e exames laboratoriais.

Pode acontecer em cães e gatos e é mais comum em machos do que em fêmeas. Resulta em hipoplasia da valva pulmonar, espessamento dos folhetos da valva pulmonar e separação incompleta da comissura dos folhetos. Com isso, fica difícil que o sangue seja carreado do coração para o pulmão.

Essa estenose pode acontecer na região subvalvular e supravalvular ou no infundíbulo e representa aproximadamente 10% dos casos de cardiopatias congênitas. Desses, 90% apresentam caso valvular.

O aumento da resistência ao fluxo no trato de saída do ventrículo direito resulta na elevação sistólica e hipertrofia do ventrículo direito. Com as alterações, pode ocorrer arritmias e até morte súbita. Nos exames, o eletrocardiograma pode estar normal, sendo que o doppler e ecocardiograma são as melhores formas de se chegar a um diagnóstico.

Mais frequente em cães de grande porte. Ocorre a formação de uma protuberância ou anel fibroso que leva a uma redução do diâmetro vaso que leva o sangue do ventrículo esquerdo até a valva aórtica. É frequentemente associada à endocardite bacteriana e seu diagnóstico isolado é mais raro. Os exames ecocardiograma e o Doppler são as principais formas de diagnóstico.

Como proceder

As cardiopatias congênitas podem levar o paciente a uma morte súbita, ou seja, para a manutenção de uma vida longa e saudável, é necessários um diagnostico precoce. Isso só é possível quando exames como o ECG e o ecocardiograma são realizados com mais frequência na vida do animal, estando presentes no check-up e quando uma investigação que sugira problema cardíaco esteja sendo feita.

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