Cães podem ir à praia?

Cães podem ir à praia?
03 Janeiro 2017

Cães podem ir à praia?

Com o verão chegando, muitos clientes começam a planejar as férias em regiões costeiras do Brasil. Mas, quando a família tem um ou mais cachorros, surge sempre a dúvida: afinal, cães podem ir à praia? Apesar de parecer inofensivo, esse ambiente oferece uma série de riscos aos animais domésticos.

Não há problemas em levar o cachorro na viagem, porém, a melhor recomendação é de que ele não tenha contato com a areia ou a água do mar. Dessa maneira, diversas ameaças à saúde, tanto dos animais quanto das pessoas, são evitadas.

Que perigos a praia oferece à saúde dos cães?

Ao ver o cachorro correndo pela areia e tomando banho de mar, muitas pessoas enxergam apenas a diversão momentânea do animal e não atentam para o lado negativo dessa exposição.

Para começar, a areia da praia, constantemente exposta ao calor e à umidade, é o ambiente perfeito para que o cão contraia uma verminose.  Uma das mais comuns é a ancilostomose animal, que pode levar a uma série de problemas, como bronquite e úlceras intestinais. Outras infecções por vermes muito comuns em cachorros que vão à praia são a toxocaríase canina e a giardíase. Ambas causam, entre outros sintomas, diarreia e desidratação.

Além de facilitar a contração de verminoses, a união de areia, umidade e calor também pode causar alergias de pele ao cão e proporcionar o aparecimento de micro-organismos causadores da otite e da conjuntivite. Sem falar na possibilidade de o cachorro ingerir água do mar, restos de animais marinhos e sujeira.

Que doenças podem passar dos cães para os seres humanos?

Deixar os cães brincarem na praia também representa perigo para as pessoas que frequentam o local. Como a pele dos banhistas está exposta, pode haver contágio a partir do contato com as fezes dos animais.

É o caso, por exemplo, da contaminação pelo Ancylostoma caninum. O organismo, que em cachorros causa a ancilostomose, nos seres humanos provoca a infecção cutânea conhecida como “bicho-geográfico”. O nome vem das marcas que a movimentação das larvas deixa na pele.

Por brincarem muito na areia da praia, as crianças são mais propensas a contrair zoonoses, como o bicho-geográfico, especialmente quando levam as mãos à boca. Os adultos, no entanto, não estão livres dos parasitas, pois podem pisar, sem saber, em restos de fezes caninas.

Como levar o cão para passear perto da praia?

Não é porque o cachorro deva ficar longe da areia e do mar que ele precisa sempre permanecer preso em casa, ou no hotel, enquanto toda a família se diverte. Passear pelo calçadão da praia com o cão, na guia e, quando necessário, usando focinheira, é um programa divertido e que traz muito bem-estar ao animal.

Nesse caso, é fundamental usar um protetor solar especial para cachorros, recomendado pelo médico veterinário. Além disso, o cão precisa ser constantemente hidratado e não deve ser submetido a caminhadas muito longas. Outra recomendação importante é privilegiar os períodos de menor calor, como a manhã e o fim da tarde.

Nunca é demais lembrar aos tutores: a consulta prévia ao veterinário deve ser parte integrante dos preparativos para toda e qualquer viagem em que o cachorro vá junto.

Antes de viajar para uma região de praia, a vacinação e a vermifugação do cão devem estar em dia, e o animal deve ser tratado preventivamente contra a dirofilariose. Essa doença, apesar de ser uma verminose, não é contraída a partir do contato com a areia, mas por meio da picada de mosquitos vetores que habitam, principalmente, áreas costeiras tropicais e subtropicais.

Que outras dúvidas sobre passear com o cão nas férias seus clientes costumam trazer? Deixe suas dúvidas, sugestões e comentários aqui embaixo!

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