Câncer de pele em cães e gatos, saiba como identificar nos seus pacientes!

31 Março 2016

Câncer de pele em cães e gatos, saiba como identificar nos seus pacientes!

Muitos tutores nem imaginam que, assim como as pessoas, cães e gatos possam ter câncer de pele. Por isso, a preocupação com a prevenção é praticamente zero, para maioria dos donos de pet. Cabe ao médico veterinário esclarecer mais sobre o tema e ensinar a evitar o câncer de pele. Em cães, um dos que ocorre com frequência é o melanoma e em gatos carcinoma de células escamosas.

No geral, com a melhoria da qualidade de vida dos animais e consequente aumento do tempo de vida, esse tipo de problema de saúde acaba sendo mais frequente na rotina clínica.  Veja algumas dúvidas frequentes que os tutores têm e um conjunto de respostas para ajudar na orientação.

Perguntas frequentes sobre câncer de pele em cães e gatos

Porque os animais têm câncer de pele?

Há vários motivos que podem levar o pet a desenvolver a doença. um deles, principalmente em gatos, é a exposição prolongada ao sol, sem o uso de proteção solar. Os felinos estão acostumados a deixar para apanhar sol e, sem a proteção acabam tendo exposição excessiva e de forma intensa aos raios solares ultravioleta.

Traumas constantes em pele e mucosa, aumento da multiplicação celular e até fatores genéticos podem estar ligados.

Quais os mais propensos?

No geral, animais com pelo e pele clara estão mais susceptíveis às ações do sol. Em cães, raças como Scottish Terrier, Schnauzer, Golden Retrivier, Poodles, Dachshund e Boxers, ostumam ter maior incidência. Além disso, é mais comum em cães e gatos idosos do que nos jovens.

Como desconfiar que o animal tem câncer?

Qualquer alteração na pele do animal deve ser analisada por um médico veterinário. Dentre as mais comuns estão as lesões ulceradas e nódulos. Alguns têm nódulos na cavidade oral e nos dedos. Porém, é importante lembrar que nem sempre um nódulo é maligno. Por isso, precisa ser observado e, caso o profissional julgue necessário, realizar uma biopsia ou citologia aspirativa, dependendo do caso e da lesão encontrada.

Exames complementares como ultrassom, hemograma, bioquímico, entre outros, poderão ser solicitados para ajudar a ter uma definição do quadro clínico.

O bichinho sente dor?

Sim, principalmente quando está próximo aos olhos, boca ou nos dedos, pois são locais com muito atrito e movimento, o incômodo passa a ser maior. Em gatos, é muito comum o câncer afetar pontas das orelhas, têmporas, boca e focinho.

Quando levá-lo ao médico veterinário?

Qualquer alteração seja na pele ou outro local, é necessário levar o animal para exame. Se possível, é bom, sempre que puder, observar dentro da boca do pet, para ver se não encontra nada diferente.

O mesmo é válido para gatos, que devem ter os locais mais susceptíveis para o desenvolvimento de tumores sempre observados. Caso encontre alguma alteração, agende uma consulta.

Além disso, o pet deve ser levado anualmente ou semestralmente, no caso de cães idosos, para check up. Nessas consultas o diagnóstico pode ser feito quando a doença tiver ainda no início.

Como evitar?

O uso de protetor solar em gatos, principalmente nas áreas com menos pelo e em animais brancos, é essencial para diminuir os danos do sol. O mesmo vale para cães, que devem sempre ter como se abrigar do sol. Atenção à pele e alterações e exames frequentes também ajudam em um diagnostico precoce.

Quando foi a última vez que você levou o seu animal para um consulta? Comente! 

Leave a Reply