Cardiomiopatia dilatada em cães

ECG Veterinário
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19 junho 2014

Cardiomiopatia dilatada em cães

Uma das cardiopatias que acometem os cães é a cardiomiopatia dilatada. Embora qualquer animal dessa espécie possa sofrer com o problema, os de grande porte ou gigantes são os mais predisponentes. Raças como Boxer, Fila Brasileiro, Doberman, São Bernardo e Terranova se apresentam dentre as mais acometidas. Já nos de pequeno porte, Cocker Spaniel Ingles ou Americano estão dentre os mais susceptíveis. É mais comum em animais idosos e machos.

Sinais clínicos da cardiomiopatia dilatada

A dilatação do coração acontece quando há algum problema na composição estrutural e funcional do miocárdio e a musculatura do órgão torna-se adelgaçada. Como consequência, pode-se encontrar casos de insuficiência cardíaca congestiva e formação de efusões no tórax e cavidade abdominal. Devido à diminuição da função de bomba cardíaca, o paciente pode apresentar desmaios, fraqueza e intolerância a exercícios. Há também o aumento do peso devido à retenção de líquido, tosse, dificuldade de respirar, dispneia, taquipneia, apatia, taquicardia, aumento no TPC, cianose e esfriamento das extremidades.

Diagnóstico

Em animais das raças citadas e com sinais clínicos sugestivos pode-se suspeitar de cardiomiopatia dilatada. Ao auscultar, será observado um batimento cardíaco extra, o famoso “som de galope” ou um sopro. A arritmia pode ser detectada, além do aumento do fígado e retenção de líquidos no abdômen, que podem estar presentes.

Nas analises laboratoriais as alterações das concentrações sorológicas de proteínas, aumentos nos níveis sorológicos de ureia, nitrogênio e creatinina, níveis de sódio e potássio, enzimas do fígado, podem estar presentes.

No RX um aumento do coração pode ser visualizado, além de alteração nos vasos sanguíneos.

Embora todos os exames supracitados possam e devam ser feitos em casos de suspeita de cardimiopatia dilatada, é através do ecocardiograma que o diagnóstico poderá ser finalizado. No eco, poderá ser notado o aumento das câmaras do coração e a redução da espessura da parede cardíaca.

No entanto, o eletrocardiograma é outro exame fundamental. Alterações no registro podem ser comumente encontradas, tais como complexos ventriculares ou atriais. A fibrilação atrial é um achado comum, pela doença proporcionar importante sobrecarga nos átrios, além de poder piorar a condição clínica do animal promovendo contrações ventriculares em frequencia desproporcionalmente elevadas. Dessa forma, a realização do diagnóstico precoce de taquiarritmias através do eletrocardiograma deve ser estimulada.

O prognóstico é reservado e o sucesso do tratamento dependerá muito da condição geral dos animais e da precocidade do diagnóstico, ou seja, ter condições de realizar um ECG na clínica pode ser fundamental para que o paciente comece a ser tratado imediatamente.

Tratamento

Embora não exista cura, o objetivo do tratamento para controle da insuficiencia cardíaca. Amenizar os sinais clínicos e consequentemente melhorar a qualidade e prolongar a vida do animal é principal objetivo a ser considerado.

Para a redução do acúmulo de líquido a furosemida é a que dá melhores resultados. O uso da digoxina também colabora para a melhora, trabalhando para diminuição de alterações neurológicas. Já a dobutamina, amrinone e milrinone podem ser administradas em situações emergenciais, para aumentar a capacidade de contração cardíaca.

Estudos sugerem o uso de drogas inibidoras de enzima conversora de angiotensina, para aumentar a resistência para exercícios e diminuir os sinais de insuficiência cardíaca.

Ter como realizar o ECG em sua clínica é essencial para o seu paciente.

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