Diferença entre Eletrocardiograma e Ecocardiograma

ECG Veterinário
25 junho 2014

Diferença entre Eletrocardiograma e Ecocardiograma

Há alguns anos muitas doenças deixavam de ser diagnosticadas nos animais por falta de equipamento adequado ou pelo alto custo do exame. Porém, mesmo com a evolução da medicina veterinária, ainda hoje há cães e gatos que vêm a óbito porque o exame realizado não foi o mais adequado para detectar determinado mal ou porque o diagnóstico ficou confuso.

Não é raro o veterinário pedir apenas o ecocardiograma quando apenas o eletrocardiograma, ou ECG, poderia detectar a doença com precisão. Mas afinal, qual a diferença entre eles?

Eletrocardiograma x Ecocardiograma

O exame clínico de qualidade é uma etapa importante para detectar enfermidades cardiovasculares precocemente, incluindo a realização de anamnese detalhada e exame físico completo. Essas enfermidades devem ser consideradas se, durante esta etapa,

– A frequência cardíaca do animal for rápida, lenta ou irregular (não sendo arritmia sinusal respiratória);

– Mais de dois sons cardíacos forem notórios à auscultação (ritmo de galope ou desdobramento de bulha, por exemplo);

– Sons cardíacos forem abafados, mesmo o animal não seja obeso;

– Pulsações arteriais forem rápidas, fracas ou irregulares quando comparadas aos batimentos cardíacos;

– For relatado desmaios ou intolerância ao exercício pelo proprietário, juntamente com ausência de doenças músculo-esqueléticas ou o animal não sendo obeso;

– Mucosas apresentarem-se agudamente cianóticas, não havendo presença de doença pulmonar primária.

Para confirmação da suspeita diagnóstica, devem ser realizados exames complementares, sendo mais utilizados o eletrocardiograma (ECG) e o ecocardiograma. Embora, pela sua nomenclatura, possam parecer semelhantes, cada um deles é utilizado para identificar diferentes tipos de alterações cardíacas.

O eletrocardiograma é um exame complementar utilizado para registrar a atividade elétrica cardíaca, detectando anormalidades de ritmo (arritmias). Além disso, pode contribuir eventualmente, com diagnósticos de alterações sistêmicas, tais como condição dos eletrólitos, alguns distúrbios do sistema endócrino, sistema nervoso central, digestório e, em especial, sobre a condição geral de saúde e o monitoramento das anestesias. Informações adicionais, sob a forma de sugestões eletrocardiográficas de sobrecarga nas câmaras cardíacas e presença de efusões pericárdica e pleural são obtidas a partir de mensurações das ondas e segmentos do traçado eletrocardiográfico do animal em repouso.

A presença de ondas P largas sugerem aumento do átrio esquerdo, ao passo que as ondas P altas sugerem aumento do átrio direito; complexos QRS largos podem ser vistos em animais com sobrecarga quer ventricular direita ou esquerda, ou também podem ser devido a distúrbios de condução, por exemplo.

Embora permita avaliações sugestivas de sobrecargas, o eletrocardiograma não apresenta sensibilidade adequada para identificar mudanças leves e moderadas no tamanho das câmaras cardíacas, sendo necessária a realização do ecocardiograma. Este exame é baseado no princípio do exame ultrassonográfico, permitindo a visualização das câmaras e vasos cardíacos, incluindo aorta, ventrículos e átrios, apêndice auricular, e todas as valvas cardíacas. As imagens podem ser criadas em modo unidimensional e bidimensional, além de permitir avaliação de fluxo sanguíneo, através do Doppler.

Assim, o ecocardiograma é especialmente recomendado para avaliação interna das estruturas cardíacas, avaliação da função, tamanho, lesões valvares, defeitos em sua morfologia, presença de shunts, anormalidades miocárdicas, presença de massas, efusões, estenoses, avaliação de fluxo sanguíneo, movimentação e função miocárdica.

Tanto o eletrocardiograma quanto o ecocardiograma são exames não invasivos e indolores, não sendo necessário sedar os animais na maioria dos casos e, embora pareçam exames simples de serem realizados, é importante ressaltar que deve ser conduzido por profissional capacitado, especialmente na interpretação dos resultados, garantindo maior confiabilidade, melhores resultados e tratamentos instituídos adequadamente aos animais.

 

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