Doenças Cardíacas em Gatos

ECG Veterinário
10
09 junho 2014

Doenças Cardíacas em Gatos

As cardiopatias são frequentes na rotina de um clínico veterinário. Embora mais comuns nos cães, os felinos também podem sofrer com o problema. Dentre as mais corriqueiras estão a cardiomiopatia por dilatação, cardiomiopatia restritiva e cardiomiopatia hipertrófica.

No geral, quando os gatos apresentam sinais é por que a doença já está muito evoluída, ficando mais difícil o tratamento. Os sinais clínicos são diversificados e dentre eles podemos destacar a tosse, a anorexia, a taquipnéia, a perda de fôlego, a dispneia, os vômitos, perda de peso e a letargia. No exame clínico podem ser identificados sopro no coração, taquicardia ou ruídos pulmonares anormais.

Diferentes problemas cardíacos em gatos

1. Cardiomiopatia por dilatação

Na cardiomiopatia por dilatação, uma das câmaras se dilata enfraquecendo o músculo e diminuindo a capacidade de contração. Antes, essa doença cardíaca era muito frequente e não se sabia o porquê. Depois da descoberta de que ela pode ser decorrente da deficiência de taurina, a alimentação dos felinos passou a ser controlada e as rações comerciais complementadas, o que fez com que esses casos diminuíssem muito.

2. Cardiomiopatia hipertrófica

É a mais frequente atualmente. Acontece quando o ventrículo esquerdo fica espesso e rígido e o átrio esquerdo fica maior. Como o ventrículo está espesso, a câmara não recebe tanto sangue quanto deveria, ou seja, a cada contração o volume de sangue bombeado é menor do que o necessário. Além disso, esse espessamento faz com que o próprio coração comece a precisar de mais sangue do que se estivesse em seu tamanho normal. Caso o suprimento não consiga ocorrer como deveria, ocorre a morte das células cardíacas.

3. Cardiomiopatia intermediária

Na cardiomiopatia intermediária, as paredes do coração do felino desenvolvem fibrose, o que faz o coração se enrijecer. Isso faz com que o bombeamento seja ineficiente para o resto do organismo do animal.

Diagnóstico

Além do exame clínico completo e auscultação, radiografias do tórax podem ser solicitadas, bem como exames laboratoriais. Além disso, é de extrema importância a realização do ECG.

O eletrocardiograma dará um panorama geral da atividade elétrica do coração possibilitando detectar alterações cardíacas, como o aumento de câmaras cardíacas, alterações de eletrólitos e arritmias. Através dele, alterações que não foram perceptíveis clinicamente, são detectadas.

Como sempre, o ideal é que esse tipo de problema seja diagnosticado antes dos primeiros sinais clínicos aparecerem. Por isso, é muito importante que pacientes que são levados a sua clinica para fazer um check-up anual ou semestral sejam submetidos ao ECG. Ele localizará problemas que a simples auscultação não acusará.

O prognóstico dependerá da lesão localizada, idade do animal e demais sinais clínicos. A cardiomiopatia dilatada quando causada por insuficiência nutricional poderá ser tratada e até curada. Nos demais casos, tratamentos paliativos são os mais usados.

E você, realiza o ECG em sua clínica?

Conte pra gente nos comentários!

Você já conhece o InCardio?

Solicite o catálogo online!

Conhecer

Leave a Reply