Edema pulmonar em cães

01 setembro 2014

Edema pulmonar em cães

Sono exagerado, cansaço, tosse seca, dificuldade para buscar ar, língua roxa. Cães em idade avançada, principalmente os de pequeno porte, podem apresentar edema pulmonar, que normalmente acontece quando há insuficiência cardíaca esquerda. Subdividido de acordo com seu grau de evolução – agudo, subagudo ou crônico – ele não tem cura, mas sendo diagnosticado precocemente pode-se retardar a progressão da doença, além de dar mais conforto para o animal.

O diagnóstico deve ser feito através de sinais clínicos, análise do histórico cardíaco, ausculta cardíaca e pulmonar, ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografia de tórax. Uma vez que nem sempre o cão afetado apresenta sintomas, a telemedicina é fundamental para classificar o grau da doença e a forma mais adequada de tratamento.

Considerado uma doença congestiva, o edema pulmonar acontece quando o coração não funciona da forma como bomba e não consegue levar o sangue corretamente a todos os órgãos devido a problemas nas válvulas ou nos músculos cardíacos.

O mal pode acometer cães de todos os tamanhos, mas é mais comum em cães de porte pequeno, como Poodles, Yorkshires Chihuahuas Cocker Spaniels, Schnauzer Miniatura e Dachshunds,por exemplo, que costumam sofrer de degeneração mixomatosa da válvula mitral. Ela fica entre os átrios e os ventrículos e impede que o sangue retorne para o interior dos átrios quando há a contração do coração.

Essa válvula é importante para fazer com que o sangue se mova em uma única direção, mas quando ela se degenera não consegue impedir que o sangue volte em sentido contrário, retornando para o átrio – causando acúmulo de sangue nas veias pulmonares e extravasamento de fluído para os alvéolos pulmonares. Com isso, o pulmão fica menos elástico, ou complacente, diminuindo a superfície de troca gasosa.

Quando o sangue segue no sentido contrário, ocorre o sopro cardíaco, que pode ser diagnosticado com o estetoscópio na ausculta: há uma espécie de turbulência quando o sangue passa pela válvula defeituosa.

Dependendo da quantidade de sangue que retorna no caminho inverso, a descompensação do ciclo cardíaco é maior ou menor, assim como a congestão e diversos sinais clínicos, entre eles tosse seca, cansaço, intolerância a exercícios, perda de peso e de apetite, letargia, abdome distendido e até síncope.

Para determinar a extensão do problema e retardar a sua progressão, no entanto, são necessários exames complementares que avaliarão o estado da válvula e o tamanho do coração e do pulmão. A ultrassonografia do coração (ecocardiografia) aliada a outros testes é capaz de dar a dimensão exata do problema, oferecendo um diagnóstico rápido e seguro, principalmente quando a idade do animal já é avançada ou a situação é de emergência.

Como a cura seria a substituição da válvula mitral, cirurgia que é realizada em humanos, mas não em animais, o ideal é que o tratamento seja feito o mais rápido possível para travar a evolução da doença e atrasar o óbito. Controlando os sintomas da congestão, o cão também ganha em conforto e qualidade de vida.

O tratamento é feito através de diuréticos que eliminam o edema pulmonar, inibidores da enzima conversora angiotensina – para diminuir a pressão interna nos átrios – e até antiarrítmicos, além de pimobendam, uma droga que reduz a carga de trabalho do coração e forma a aumentar a expectativa de vida.

Em casos graves, no entanto, muitas vezes é necessário internar o cão por três a quatro dias para controlar o edema ou leva-lo à UTI com vasodilatadores e oxigênio nasal. No retorno à casa, a medicação deve ser de uso constante para o resto da vida.

Para evitar que a doença chegue a um estágio grave sem medicação que alivie o sofrimento do animal, o ideal é que cães que idosos e/ou que apresentem os sintomas sejam encaminhados a um veterinário cardiologista e examinados a cada seis meses, prevenindo o mal e ajudando-o a viver melhor.

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4 Responses

  1. Cibely

    Estou me sentindo tão culpada perdi meu cachorro ontem de edema pulmonar o último check up foi em 2013 se eu tivesse feito outro ele nao teria falecido

  2. Nubia

    Todo cachorro com degeneraçao na valvula tem edema?? Minha cachorra de 11 anos tem aumento discreto do coraçao e degeneraçao na valvula.
    Ela é inchada no torax, seria o edema???

  3. terezinha

    estou muito triste, minha maltes, está com edema, está tomando medicamentos, mas tem muita falta de ar. é muito triste de ver. Ela já tem 14 anos.

  4. Vitor Lacerda

    Perdi meu cachorro ontem, provavelmente por edema agudo…
    O veterinário disse que era pneumonia, mas fiz 9 dias de antibiótico e não melhorou… Se eu tivesse investigado, provavelmente poderia ter postergado a vida do meu “pingo”.
    Mas pelo menos tenho o coração tranquilo que fiz tudo possível por ele

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