Entenda a importância da realização de um ECG no pré-operatório de cães

28 julho 2014

Entenda a importância da realização de um ECG no pré-operatório de cães

Muitos são os procedimentos cirúrgicos realizados na medicina veterinária. Nesses procedimentos, a necessidade de um pré-operatório bem feito é de extrema importância para o sucesso da operação. É através dessa avaliação que a melhor escolha do procedimento anestésico pode ser feita, visando sempre minimizar os riscos de complicações durante o procedimento cirúrgico e no pós-cirúrgico.

Pensando nessa segurança da vida e da saúde do paciente, a avaliação eletrocardiográfica pré-operatória é de extrema importância. Afinal, algumas arritmias e doenças pré-existentes não diagnosticadas levam a riscos anestésicos aumentados.

Os cuidados pré-operatórios

Os exames e as avaliações pré-operatórias são de suma importância para diminuir a mortalidade cirúrgica. Quando o ECG do paciente não é feito e ele possui alguma alteração orgânica não identificada, durante o procedimento cirúrgico e anestésico podem ocorrer distúrbios de frequência, ritmo ou até de funcionamento do coração, que são intensificados pelo protocolo anestésico escolhido.

Com a realização de um eletrocardiograma é possível identificar eventuais problemas cardíacos, pois ele consegue apontar a presença de distúrbios do ritmo, frequência e/ou funcionamento cardíaco, dando maior segurança quanto a realização do procedimento. Com isso, é possível que o médico veterinário anestesista escolha o melhor protocolo para que a vida do paciente não seja colocada em risco.

Embora a realização do ECG seja importante em qualquer paciente, quando ele já tem um histórico de problemas cardíacos, quando se encontra alguma alteração que possa sugerir um problema no sistema circulatório ou quando o animal tem mais de 6 anos de idade o exame se torna indispensável. É válido lembrar que cães idosos têm maior incidência de arritmias assintomáticas, fibrilação atrial e de insuficiência valvar. Nos demais cães, há inúmeras causas de arritmias, sendo que uma das mais frequentes é a endocardiose de valva mitral.

O ECG pode também sugerir uma alteração eletrolítica ou metabólica. Por exemplo, na miocardite bacteriana podem ser encontrados distúrbios eletrocardiográficos, além de taquicardia ventricular, complexo ventricular prematuro e anormalidades no intervalo QT e na onda T.

Estudo realizado em 474 cães

Em uma pesquisa feita por pesquisadores do Departamento de Medicina Veterinária – UFRPE (C.F. Carvalho, E.A. Tudury, I.V. Neves, T.H.T. Fernandes, L.P. Gonçalves, R.R.C.L. Salvador) e intitulada “Eletrocardiografia pré-operatória em 474 cães”, avaliou-se 474 cães, 167 machos e 307 fêmeas que foram encaminhados para procedimentos cirúrgicos no hospital veterinário.

Destes, 219 (46%) cães apresentaram alterações cardíacas, mostrando como é alto o quadro e enfatizando ainda mais a importância no ECG no pós-operatório para que a melhor escolha anestésica seja feita. Embora a presença de cardiopatia não seja um motivo para o cancelamento da cirurgia, ela serve como parâmetro para a equipe cirúrgica, a fim de tornar o procedimento o mais seguro possível.

Cães com alterações cardíacas46%

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