EPA e DHA garantem pets mais saudáveis

EPA e DHA garantem pets mais saudáveis
06 agosto 2015

EPA e DHA garantem pets mais saudáveis

Já há algum tempo, os animais conquistaram espaço nos lares brasileiros e recebem cada vez mais cuidados graças aos avanços na medicina veterinária. Na área da nutrição, os cães deixaram de ter a sua disposição apenas rações secas comuns e foram agraciados com uma série de produtos pensados exclusivamente para eles. Dentre estes, destacam-se os alimentos com EPA e o DHA, ácidos graxos com ações fisiológicas conhecidos por terem excelente ação anti-inflamatória no corpo.

EPA E DHA: o que são?
Dentro da família ômega-3, há três tipos de ácidos graxos com ações fisiológicas. São eles os ácidos alfa-linolênico, eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA). A partir do ácido alfa-linolênico, através de enzimas, o organismo sintetiza os dois últimos ácidos graxos polinsaturados ômega 3 de cadeia longa (EPA e DHA). Entretanto, pelo fato dessa conversão ser limitada no cão e não ocorrer nos gatos, a suplementação dietética deve ser realizada.

O EPA e o DHA são conhecidos por terem excelente ação anti-inflamatória no corpo. Com esta propriedade, protegem as funções cardíacas e renais, através do potencial anti-hipertensivo. Sabe-se que a suplementação de fêmeas gestantes promove o aumento da acuidade visual dos filhotes, sendo indispensável para o bom desenvolvimento da retina e também do cérebro dos mesmos.

Quais alimentos fornecem EPA e DHA?
Os alimentos mais empregados para suplementação são os óleos de peixe de água marinha. O óleo ou a semente de linhaça, que são componentes de rações, contém apenas o ácido alfa-linolênico, que apesar de ter função orgânica, não tem ação direta na imunomodulação.

Os benefícios da suplementação com EPA e DHA
As vantagens e os efeitos benéficos no organismo têm sido mostrados em diversas áreas, como:

  • Desenvolvimento do sistema nervoso e sua maturidade;
  • Desenvolvimento de acuidade visual;
  • Imunomodulação
  • Dermatologia. Atuam na manutenção das células do pelo e pele, com redução de prurido e inflamação cutânea, e possibilidade de diminuição das doses e tempo de tratamento com glicocorticoides;
  • Controle de proteinúria e progressão de doença renal;
  • Alívio de dor associada à artrite;
  • Ajudam a baixar os níveis de colesterol sanguíneo.

Há diversos trabalhos relatando os benefícios desta suplementação, incluindo melhora em cães com osteoartrite e hiperlipidemia. Em uma pesquisa realizada pela UEL, constatou-se que em animais com cardiomiopatia dilatada, o fornecimento de 25 mg/kg de EPA e 18 mg/kg de DHA em cápsulas de óleo de peixe levaram à melhora do estado nutricional e redução de interleucina-1, que é utilizada como indicador de sobrevida. Ou seja, sua redução prevê maior taxa de sobrevida animal. Em outro estudo com cães com insuficiência renal, o uso de dieta adicionada de óleo de peixe reduziu a proteinúria e preveniu a hipertensão dos glomérulos.

Os estudos demonstram que o uso de suplementação com ácidos graxos polinsaturados ômega 3 traz efeitos favoráveis e aplicações promissoras na veterinária, em diversas enfermidades. Entretanto as doses estabelecidas para que a suplementação ocorra em níveis satisfatórios não foi totalmente estabelecida.

Garantir o bom funcionamento do organismo é o papel do médico veterinário, que hoje, tem em mãos diversas alternativas e opções a seu favor. A suplementação, com diversas aplicações, pode e deve ser utilizada garantindo o sucesso de muitos tratamentos.

Vocês, médicos veterinários, já tiveram alguma experiência positiva com o uso de EPA e DHA? Conte-nos sobre seu caso clínico no campo de comentários abaixo.

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