Escabiose: um problema para o cão e para o tutor

Escabiose: um problema para o cão e para o tutor
21 junho 2016

Escabiose: um problema para o cão e para o tutor

Um dos problemas de pele que frequentemente aparecem na rotina clínica do médico veterinário de pets é a escabiose. Causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, leva a um quadro clínico de muito prurido e totalmente diferente dos sinais da demodicose. A doença também pode acometer pessoas e, por isso, o cuidado com o animal exige orientação adequada.

Caso o tutor note ou reclame de qualquer alteração na pele, ele deve ser encaminhado para um médico. É importante que o veterinário avise o dono do animal quanto aos cuidados e possibilidades de ter a doença, para que ele fique atento quanto aos possíveis sintomas. É válido lembrar e alertar que uma pessoa também pode transmitir o ácaro para o animal.

Saiba mais sobre a escabiose

O ácaro Sarcoptes scabiei parasita a superfície da pele e cava túneis nas camadas mais profundas, após o animal ter contato com outros acometidos ou objetos e ambiente com a presença de ovos, larvas, ninfas e/ou adultos. O ciclo de vida na pele do animal leva aproximadamente três semanas.

A doença pode acometer animais de qualquer idade e até mesmo filhotes não desmamados. Cães errantes acabam tendo mais chances de ter a escabiose, por ter mais contato com diferentes animais e locais que podem ter o ácaro e por, muitas vezes, serem submetidos a situações de estresse e má nutrição, o que deixa o sistema imunológico mais debilitado.

Os sinais clínicos são facilmente notados pelo tutor, assim que começam. O animal tem muito prurido, o pelo começa a cair em pontos localizados e, pouco a pouco, vai se espalhando pela pele. Formação de crostas e escoriações, decorrentes do ato de se coçar frequentemente, também estão presentes.

A pele fica vermelha e o ácaro, caso não seja tratado o quanto antes, vai se espalhando pelo corpo do animal. Porém, no início, as regiões mais acometidas são bordas das orelhas, face, jarrete, cotovelo e dedos. Em casos mais severos, quando o quadro é generalizado, o escurecimento da pele pode ser notado.

Diagnóstico e tratamento

Além dos sinais clínicos e histórico, o raspado de pele para procurar o ácaro pode ser feito para confirmar o diagnóstico. Caso julgue necessário, outros exames como hemograma e leucograma podem ser solicitados, principalmente quando o animal está debilitado. É uma forma de tentar encontrar alguma outra alteração que possa estar acometendo o animal, seja esta decorrente da sarna ou não.

O tratamento da escabiose pode ser realizado de forma tópica ou através da administração de medicamento oral ou injetável. Xampus acaricidas auxiliam na eliminação do ácaro Sarcoptes scabiei. Ivermectina também tem boa ação e eficácia no tratamento. Há ainda produtos pour on que podem ser administrados como auxiliares no tratamento. Além de ajudarem na eliminação do ácaro, evitam que outros parasitas prejudiquem ainda mais a saúde do animal.

O ambiente deve ser bem limpo com o uso de água sanitária ou formalina. Isso vale também para caminhas e potes. O animal deve ser isolado dos demais, para evitar a transmissão da doença, durante o período de recuperação. Pessoas devem manter a higienização das mãos e usar luvas ao aplicar medicamentos tópicos.

Os animais podem transmitir o ácaro para os humanos, bem como os humanos podem transmitir para os animais. Por isso, a pessoa deve ficar atenta e procurar um médico caso note alteração na pele o quanto antes. A recuperação costuma ser boa e o animal logo volta a ter uma vida normal.

Você atende muitos casos de escabiose em sua clínica? Conte pra gente nos comentários!

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