Evolução veterinária dobrou a expectativa de vida dos pets

Evolução veterinária dobrou a expectativa de vida dos pets
03 junho 2016

Evolução veterinária dobrou a expectativa de vida dos pets

Só no Brasil são 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos vivendo pelas mais variadas cidades, segundo o IBGE. Esses pets, que muitas vezes são tratados como membros da família, ganharam casinha especial, caminha estilizada, roupas, brinquedos atóxicos e os mais diversos mimos. A isso vem acompanhado de um maior cuidado com a saúde do animal, que vai com mais frequência ao médico veterinário.

Graças a estes cuidados e à evolução da medicina veterinária, os animais de estimação estão vivendo por mais tempo. Ou seja, hoje em dia há muito mais pets idosos do que antigamente.

Cães e gatos estão vivendo mais

Um estudo feito entre o ano de 2014 e 2013 mostrou que os animais estão vivendo mais. Um cão de pequeno porte, que antes vivia apenas 9 anos, hoje chega a 15 com certa facilidade. Esta melhora na expectativa de vida também foi notada em cães de grande porte, que naturalmente vivem menos do que os de pequeno porte.

Antes, eles viviam 8 anos em média. Hoje chegam a 12. Mas não são só os cães que estão vivendo mais. Os gatos tiveram a expectativa de vida dobrada. Dos 10 anos que viviam no início do ano 2000, agora conseguem viver 20 anos.

A velhice longa também é acompanhada de doenças, que graças ao avanço da medicina veterinária, podem ser controladas. Dentre elas, câncer, doenças cardíacas, problemas locomotores, diabetes, entre outros.

Além de doenças, eles também mudam o comportamento. Ficam mais calmos, quietos e já não brincam como antes. Muitas vezes, latem sem motivo ou fazem xixi no local errado, coisa que nunca tinham feito antes. Cabe ao tutor ter paciência e acompanhar esta fase com cuidado. Já ao médico veterinário, cabe oferecer o que há de melhor para garantir uma velhice com qualidade de vida ao pacientes.

Como a medicina veterinária está contribuindo para isso

Equipamentos mais novos e exames dos mais variados tipos ajudam o profissional a ter um diagnóstico preciso e precoce. Um dos avanços que pode ser citado como muito importante, é a maior facilidade de fazer um eletrocardiograma em um cão ou gato.

Graças aos avanços tecnológicos, a telemedicina permite que o resultado dos exames sejam avaliados por um profissional especializado, que emite um laudo. Com isso, o clínico que atende o paciente poderá diagnosticar e começar o tratamento de uma doença cardíaca de maneira correta o quanto antes. Isso faz com que a qualidade de vida do cão aumente, bem como os anos em que ele passará o lado do seu dono.

Outra alternativa de tratamento que está sendo feita no Brasil é a colocação de marca-passo. Recentemente, a primeira cirurgia com a colocação de marca-passo em uma cadela foi realizada no Rio Grande do Sul. O procedimento também é feito em São Paulo, e aumenta a qualidade de vida dos animais com problemas cardíacos. Há também um avanço grande nos exercícios de fisioterapia, que melhoram a qualidade de vida dos pets com problemas locomotores. Nos grandes centros, é possível encontrar clínicas especializadas em exercitar o animal e melhorar a sua locomoção.

Estudos estão sendo feitos também com o uso de células tronco para tratamento da ceratoconjuntivite seca, que afeta muitos cães. Mais uma alternativa de tratamento para ajudar a saúde dos peludos.

Unidades de terapia intensiva, aparelhos sofisticados, fácil acesso ao médico veterinário, com uso da tecnologia aumentam a expectativa de vida dos pets. Como você está investindo para acompanhar tudo isso? Comente!