População de gatos está quase igual à de cães

06 Janeiro 2015

População de gatos está quase igual à de cães


Você notou um aumento no número de felinos na sua rotina clínica? Pode ser que não tenha notado, por que muitas pessoas nem sabem que os gatos também precisam de vacinas e de exames de rotinas, assim como os cães. Porém, provavelmente, em alguns anos você já poderá notar um número maior de felinos para consultas. Isso vai acontecer porque a população de felinos está crescendo rapidamente e está quase alcançando a de cães. Como consequência, as informações começam a ser mais divulgadas e os donos passam a procurar tratar melhor da saúde deles.

Saiba mais sobre o aumento do número de felinos

De acordo com informações passadas por Wanderson Ferreira, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO), o crescimento do número de gatos é alto e o de cães está parado. “No Brasil, a população felina cresce em média 8% ao ano, enquanto a de cães permanece estagnada. Em 2022, é esperado que haja 40 milhões de gatos no Brasil”, afirma Ferreira. Wanderson é também membro da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Sendo assim, acredita-se que em pouco mais de sete anos no número de gatos seja praticamente igual ao de cães, pois hoje, já temos 21 milhões de gatos no Brasil e 37 milhões de cães. Estamos seguindo o mesmo caminho dos EUA e da Europa que possuem uma população felina maior. Com esse número grandioso, o Brasil é hoje o segundo país que mais tem gatos, perdendo apenas para os Estados Unidos, que contabiliza 80 milhões de gatos frente a 66 milhões de cachorros.

Por que isso está acontecendo e como muda a rotina do clínico

As pessoas têm uma vida mais corrida, moram em apartamento e, por vezes, precisam ficar muitas horas longe de casa. Embora seja de conhecimento geral que o gato precise de carinho, ele certamente tolera as 10 horas que o dono fica fora de casa trabalhando melhor do que um cão. Essas características chamam a atenção dos tutores, mas não é só isso.

Gatos não vão ao banho e tosa semanalmente, fazem as necessidades na caixinha, se adaptam a lugares pequenos, dão menos gasto do que cães e conseguem aproveitar o espaço vertical do seu lar de maneira prática. Além disso, não fazem barulho a ponto de incomodarem o apartamento ao lado. Com isso, acabam se tornando os animais perfeitos para quem tem uma rotina mais agitada e para quem mora em apartamentos.

A mudança já existe e cabe ao médico veterinário acompanhá-la. Hoje, já há clínicas totalmente especializadas em felinos domésticos e, mesmo as que atendem a qualquer animal de pequeno porte, precisam se preparar para atender cada dia mais gatos. Um gatil estruturado, atendimento domiciliar para os mais assustados e até cursos de atualização específicos de doenças da espécie são boas alternativas para o profissional que quer se adaptar a essa nova realidade.

Quem ainda está estudando e quer trabalhar com pequenos animais também pode ver nos gatos um futuro promissor. A especialização nessa área pode ser um bom caminho a seguir, de acordo com as previsões de crescimento populacional.

Qual a proporção de atendimento de cães e gatos em sua clínica?

 Conte pra gente nos comentários!

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