Quais cuidados envolvem o pré-cirurgico animal

Quais cuidados envolvem o pré-cirurgico animal
04 outubro 2016

Quais cuidados envolvem o pré-cirurgico animal

Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico nos animais, seja ele eletivo ou não, é necessário realizar uma série de exames específicos. Afinal, será que o bichinho tem realmente condições de ser submetido à anestesia e à cirurgia? Por isso, o pré-cirurgico deve ser cuidadoso e completo. Confira alguns exames que você precisa realizar.

Exames necessários no pré-cirurgico animal

A primeira coisa é fazer uma anamnese completa e conhecer melhor todo o histórico do paciente. É importante tanto uma doença, que já foi tratada, quando as condições gerais atuais.

Depois, o exame físico, com ausculta pulmonar e cardíaca, é o próximo passo. Movimentos oculares, sistemas locomotores, aumento de gânglios, presença de massa estranhas, entre outros, deve ser cuidadosamente investigados.

Em seguida, é hora de realizar exames laboratoriais de risco cirúrgico: bioquímica sanguínea básica (uréia, creatinina, ALT, AST, glicemia); hemograma completo, incluindo dosagens de proteínas sérica e contagens de plaquetas; urinálise; ionograma (Na+ , K+ , Ca++) e pesquisa de microfilárias, podem ser os solicitados para pacientes cardiopatas.

Para os não cardiopatas podem ser solicitados: bioquímica sanguínea básica (ureia, creatinina, ALT, AST, glicemia); hemograma completo com contagens de plaquetas e urinálise.

Importância de alguns dos exames no pré-cirurgico

  • Hemograma: dá uma noção geral do paciente e pode indicar cuidados durante o procedimento. Um animal anêmico, por exemplo, precisa de mais oxigenação no procedimento anestésico.
  • Hipoalbuminia: pode contribuir para a formação de edema pulmonar, principalmente em cardiopatas. É necessário recalcular fármacos que se ligam em proteínas plasmáticas.
  • Bioquímica Sérica: pode ajudar a diagnosticar, por exemplo, Insuficiência Renal Crônica (IRC), que muitas vezes é silenciosa.
  • Glicemia: quando o paciente está hiperglicêmico, ele pode demorar mais tempo para metabolizar algumas drogas. Já os hipoglicêmicos podem necessitar de suporte calórico durante o procedimento.
  • Ionograma: ajuda a estabelecer o melhor eletrólito usado na infusão venosa durante o procedimento cirúrgico.
  • Urinálise e exame parasitológico de fezes: algumas condições não podem ser encontradas durante o exame clínico, como uma pequena perda de sangue, hematúria e verminoses.
  • Exame Radiológico do Tórax: necessário no caso de traumas, animais com insuficiência cardíaca, entre outros. Mostra edema pulmonar, efusão pleural, derrame pericárdico, estenoses traqueais, tumores de bases, entre outros. Dependendo do que encontrar, o ecocardiograma poderá ser solicitado.
  • ECG: é um procedimento simples de ser realizado, mas, ao mesmo tempo, pode dar base para diversos fatores. A estabilidade elétrica do tecido cardíaco, balanço eletrolítico, possível arritmia, entre outras alterações, que vão afetar diretamente na escolha do protocolo anestésico.

Em casos específicos, como na piometria, por exemplo, que é rotineira na rotina veterinária, o animal pode estar com miocardite tóxica, como consequência. Alterações na repolarização ventricular podem ser encontradas, neste caso.

Exames no pré-cirurgico podem ajudar a determinar o protocolo anestésico ou até levar o profissional a adiar o procedimento, com o intuito de estabilizar o paciente antes.

Como é a rotina cirúrgica em seu local de trabalho? Quais os casos mais frequentes? Conte pra gente nos comentários! 

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