Relembre as doenças cardíacas mais comuns em cães

22 outubro 2014

Relembre as doenças cardíacas mais comuns em cães

Cada vez mais frequentemente diagnosticadas, as cardiopatias fazem parte da rotina clínica de muitos médicos veterinários de pequenos animais. A facilidade de ter o aparelho para realizar o ECG é um dos motivos pelos quais o diagnóstico está sendo feito com mais frequência. Além disso, hoje já temos a telemedicina veterinária que permite o envio do resultado dos exames para que um clínico pós-graduado na área possa emitir o laudo. Com isso, os diagnósticos são mais precisos e os tratamentos iniciados com mais antecedência. Relembre as doenças cardíacas mais comuns em cães.

Doenças cardíacas mais comuns em cães 

Insuficiência Valvular

A insuficiência valvular está dentre as doenças cardíacas mais comuns em cães. É mais frequentemente diagnosticada nos Cocker Spaniel, Dachshund, Poodle, Pinscher, Pequinês e demais raças de pequeno e médio porte. Cães idosos podem ter um processo de degeneração das suas válvulas cardíacas e elas passam a não se fechar adequadamente. Com isso, o fluxo sanguíneo começa a ocorrer inversamente ao desejável. Tosse e dificuldade em realizar exercícios físicos estão dentre os sinais clínicos encontrados.

Cardiomiopatia Dilatada

Essa doença, ao contrário da anterior, é mais frequente em cães de grande porte como Dobermann, Boxer, Labrador e Dogue Alemão. O músculo cardíaco torna-se enfraquecido e não consegue bombear sangue suficiente. A distensão ocorre para tentar suprir essa deficiência. O animal apresenta sinais como desmaio, intolerância ao exercício e fraqueza. Ao exame clínico poderá ser detectada alteração no ritmo cardíaco e/ou arritmia.

Insuficiência Cardíaca

Trata-se de um problema secundário a outra doença que faz com que o coração se torne incapaz de manter o fluxo cardíaco desejável. A Insuficiência Cardíaca Aguda (ICA) é quando há um problema súbito que muitas vezes causa a morte. É mais frequentemente causada por um infarto do miocárdio, o que não é comum em cães ou por uma arritmia severa. Há também a causada por traumatismos ou choques. Seja qual for a causa, a doença é muito grave e requer tratamento imediato.

Porém, em cães, a insuficiência cardíaca crônica é mais frequente. Elas ocorrem secundárias a quadros de hipertensão arterial, estenose da válvula aórtica, secundária a enfisema, entre outros. Os sinais clínicos encontrados podem variar de acordo com o ventrículo que esteja comprometido. Quando o afetado é o ventrículo esquerdo pode-se ter queixa clínica de ortopneia e/ou dispneia paroxística.

Já quando o problema é no ventrículo direito, poderá ser detectada a presença de edema e alteração no fígado. Muitas vezes a confirmação diagnóstica só é possível após a realização da radiografia de tórax, para visualizar o aumento do coração e do Doppler-Ecocardiografia para diagnosticar a insuficiência cardíaca e observar diâmetros cavitários, diâmetros das paredes cardíacas, entre outros.

Para diagnosticar essas e outras doenças é muito importante que ter o ECG como parte da rotina clínica. Você faz isso?

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